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Metrô Rio

História

Sucessora da estação Saens Peña como terminal da Linha 1, a estação era desejada pelos moradores da Tijuca desde o início da operação do metrô na cidade, em 1979.

Está localizada no antigo "Rabicho da Tijuca", por anos utilizado como pátio de manobras. Seus sete mil metros quadrados de área escavada estão distribuídos em dois níveis: um mezanino, onde funcionam as bilheterias, e uma plataforma para embarque e desembarque, com trezentos metros de comprimento. Após sua inauguração, espera-se que as linhas de ônibus de integração, que atualmente partem da Praça Saens Peña com destino aos bairros de Andaraí, Grajaú e Usina, passem a percorrer trajetos mais curtos, contribuindo para a diminuição dos congestionamentos nas vias da região.

É a primeira estação carioca a ter rede Wi-Fi em seu interior e possui piso tátil para deficientes visuais por toda a estação.

Projeto

O sistema proposto deveria se caracterizar pela difusão de sinais de áudio através da rede TCP/IP do próprio metrô e pelo processamento digital de comandos que monitoram o transporte do sinal digitalizado através da rede de dados estabelecida pelo MetroRio com a finalidade de integrar o Centro de Controle Operacional e a estação Uruguai.

O sistema deveria integrar-se aos equipamentos já existentes destinados às demais estações no Centro de Controle Operacional, possibilitando o operador do sistema enviar qualquer tipo de conteúdo de áudio simultaneamente entre essas estações e Uruguai.

Na estação deveria haver equipamentos para receber os conteúdos vindos do CCO e distribuir esse sinal por toda estação através de caixas acústicas instaladas em paredes, lajes ou ainda no interior de luminárias.

Métodos

No que se refere ao sistema áudio, o projeto utilizou como base para a especificação e posicionamento dos elementos transdutivos (caixas acústicas) as simulações computacionais de predição eletroacústica. Estas simulações utilizam um modelo tridimensional da estação que representa suas principais características arquitetônicas. Para o projeto em questão foi desenvolvido um modelo detalhado o suficiente para representar os efeitos acústicos pertinentes à propagação do som e a sua inteligibilidade no ambiente em que havia maior necessidade de identificação dessas premissas, a plataforma de embarque. Os materiais que compõem a arquitetura do local proposto também foram levados em consideração, pois interferem diretamente no comportamento do sistema. As faces que compõem o modelo arquitetônico computacional foram configuradas para representar os materiais que constituem as superfícies da plataforma de embarque da estação. O software considera os vários tipos de materiais das superfícies (concreto, chapas metálicas, público etc) para calcular as reflexões, tempo de reverberação e outros índices acústicos necessários à análise do sistema eletroacústico. A figura abaixo demonstra este modelo:


Modelo 3D – Perspectiva da plataforma

Uma vez obtido um modelo 3D satisfatório, inserimos virtualmente caixas acústicas nas posições que melhor atendam as diretrizes de homogeneidade e inteligibilidade do sistema, com isso obtivemos os seguintes resultados:


    Mapa de cobertura – Incidência direta mais reverberante


    Histograma - Distribuição Direta + Reverberante


    Mapa de inteligibilidade – STI


    Histograma - Distribuição do índice de Inteligibilidade (STI)

A partir dos resultados obtidos através da predição eletroacústica foi possível determinar o posicionamento de cada um dos alto falantes, premissa importante para o dimensionamento dos cabos de infraestrutura utilizados e para a definição do zoneamento da estação.

Equipamentos

Resultado